sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

SABONÁRIA DE POESIA MUSICADA

CULTURA DE SABÃO * DEZEMBRO





Ainda a tentar despir as Roupas de Natal, o LAVADOURO encheu-se de POESIA e de MÚSICA!





A actriz ÂNGELA PINTO abriu a sessão de Poesia lendo, com o enlevo a que há muito nos habituou, alguns autores portugueses.



O público foi desafiado a participar...



Ao longo da noite os voluntários foram surgindo! Despida a timidez do impacto de primeiro voluntário, os poemas foram tomando conta do espaço!






Um ambiente musical intimista foi criado por JOÃO ALMEIDA que, entre voz e guitarra, aqueceu a noite que, afinal, era fria!

domingo, 16 de dezembro de 2007

PALHAÇOS DO MUNDO COLABORAM NO NATAL DOS SEM ABRIGO

14 e 15 de Dezembro * Cantina Velha da Universidade de Lisboa



O Natal dos Sem Abrigo foi o mote para a Tenda sair para o terreno com os PALHAÇOS DO MUNDO!



Cerca de 3000 pessoas passaram durante o fim de semana pela Cantina Velha, aderindo a esta Festa de Natal antecipada.

Numa organização da Comunidade Vida e Paz, este fim de semana assumiu um significado muito especial para todos os que o viveram.


Os PALHAÇOS DO MUNDO levaram sorrisos por entre rostos que a vida insistiu em marcar...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

CONCERTO DE NATAL POR ALUNOS DAS AEC's

Com a aproximação do Natal a Música parece-nos mais doce!
Vozes ecoam, fazem-se ouvir... também em Carnide... também as das Crianças!
A Tenda trouxe à Comunidade uma pequena mostra do que tem sido o trabalho desenvolvido no âmbito da EXPRESSÃO RÍTMICA E MUSICAL, área de intervenção do Projecto CARNIDE EDUCA A TEMPO INTEIRO - áreas de Enriquecimento Curricular.
Pais, avós e irmãos assistiram deliciados à interpretação de temas alusivos ao Natal, neste domingo que marca o início das festividades de Advento.
A Igreja da Luz acolheu a actividade! Neste primeiro Concerto, os alunos das Turmas presentes sairam orgulhosos, com o sorriso característico de quem sente que cumpriu o desafio!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

CULTURA DE SABÃO

NOVEMBRO * SABONÁRIA DE ESCULTURA MUSICADA

QUATRO ESCULTORES EXPÕEM NO LAVADOURO




A Sonoridade fica, nesta Sabonária de Escultura Musicada, a cargo de um jovem grupo


3+1 é a soma que resulta num jovial quarteto de saxofones, cujas parcelas partilham não só o gosto pela música como a Escola de Música Nossa Senhora do Cabo, que frequentam em Linda-a-Velha.

O Quarteto é constituído por:
* Maria Santo, 1º saxofone, é estudante do 2º ano de Jornalismo;
* Inês Reis, 2º alto e prateado saxofone, formada em pela Escola Superior de Educação de Lisboa;
* Inês Gil no tenor, aspirante à pratica de Medicina, frequentanto o 2º ano curricular;
* Rui Braga, responsável pelo barítono, é o representante a masculinidade dos sons graves e é finalista do curso de Cinema e Televisão.

Outra parcela que não consta no algoritmo, mas que não pode passar neutra, é o Professor João Pedro Silva, sobre quem tem recaído a orientação pedagógica e artística.

O grupo experimenta reportório variado do mais clássico ao jazz, sendo este último o género em que pretende apostar.

Encontra-se formado desde 2006 e na sua (ainda pequena) história conta com actuações na EMNSC, no Auditório Ruy de Carvalho (em Carnaxide), no II Encontro Nacional de Saxofones de Arazede e na Abertura Solene do Ano Lectivo do Instituto Superior de Economia e Gestão.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

FesT'Jovem


Começou oficialmente o FesT’Jovem, o mais recente projecto da TENDA!


Ontem, 14 de Novembro, no Espaço Bento Martins, em sessão pública, foi apresentado o Projecto às Escolas do Distrito de Lisboa.


Em mesa redonda, pudemos assistir às intervenções dos oradores convidados: Armando Nascimento Rosa, Jorge Fraga e Teresa Faria, na qualidade de especialistas em Artes Performativas e Educação; Miguel Agrochão e Teresa Martins, em representação da Junta de Freguesia de Carnide, parceiro privilegiado do FesT’Jovem; Hélder Gamboa, na qualidade de Presidente da Associação Tenda * Palhaços do Mundo.



O FesT’Jovem organiza-se em torno de 5 objectivos fundamentais: a promoção das Artes de Palco; um incentivo ao desenvolvimento de actividades no âmbito do Teatro e da Expressão Dramática em contexto escolar; o crescente desenvolvimento da importância do texto dramático nos Currículos; a divulgação dos projectos em Artes Performativas; o intercâmbio e a troca de experiências entre diferentes Grupos e Escolas.



Em Maio, as Escolas estarão por cá, com os seus trabalhos!

sábado, 10 de novembro de 2007

FesT'Jovem



O FesT’Jovem será apresentado à Comunidade no próximo dia 14 de Novembro, 4ª feira, pelas 18H30 no Espaço Bento Martins, em Carnide.

Teremos nesta apresentação representantes de várias Escolas do Distrito de Lisboa, zona a que se destina este primeiro Festival, nomeadamente professores, alunos e outros agentes educativos.

Na apresentação do Projecto estarão presentes oradores de renome do Teatro Português, com reconhecida intervenção na área pedagógica: Carlos Avilez (Director do TEC, fundador da Escola Profissional de Teatro de Cascais), Armando Nascimento Rosa (Professor da Escola Superior de Teatro e Cinema do IPL), Jorge Fraga (Professor da Escola Superior de Educação de Viseu), Teresa Faria (Directora do Teatroesfera, Professora de Expressão Dramática) e Paulo Quaresma (Professor e Presidente da Junta de Freguesia de Carnide)

Contamos com a vossa presença!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

PEÇA S/ TÍTULO EM ÉVORA


2 E 3 DE NOVEMBRO NO TEATRO DO IMAGINÁRIO


Peça S/ Título foi em digressão! Durante duas noites, esgotámos o Teatro do Imaginário!
A Recepção foi fantástica... iniciando com um jantar soberbo, com direito a menú vegetariano para os que não comem carne!
Visitem o blog da PEÇA S/ TÍTULO!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

INÍCIO DAS CENAS DE TEATRO

“Acordar os caminhos da Criatividade
numa viagem de corpo inteiro”


Já na próxima segunda feira iniciamos as sessões do CENAS DE TEATRO.


Recordamos a Sinopse de conteúdos

Noções básicas sobre a respiração e sua articulação com a voz, movimento, equilíbrio e relaxamento.
Percepção sensorial e memória afectiva – os cinco sentidos.
Exploração das capacidades físicas para emissão, projecção e controle vocal.
Postura física.
Improvisação - construção de personagem e utilização de um texto.Produção de pequenas cenas teatrais.

PEÇA S/ TÍTULO

A Tenda tem o prazer de anunciar a reposição da «PEÇA S/ TÍTULO» no Teatro de Carnide, durante o mês de Outubro, todas as quintas e sextas às 21H30M.


Contamos consigo! Apareça por lá!


domingo, 23 de setembro de 2007

CICLOTURISMO EM CARNIDE

PASSEIO DE CICLOTURISMO * CARNIDE EM MOVIMENTO

Organizado pelas Associações de Moradores dos vários Bairros da Freguesia de Carnide, aconteceu hoje (23 de Setembro) o Passeio de Cicloturismo. A TENDA teve o prazer de colaborar na Animação.


Na Rua Particular à Azinhaga dos Lameiros dinamizámos pequenas brincadeiras enquanto os Cicloturistas se deliciavam com belas sandwiches!




Na Quinta do Bom Nome optou-se pela crítica... chamando a atenção de todos para a necessidade da construção de um espaço digno para as crianças.


O almoço, servido à beira da Piscina do Espassus, culminou com um divertido Workshop de Danças Latinas!


sábado, 22 de setembro de 2007

ANIMAÇÃO NO LAVADOURO * 21 DE SETEMBRO



LAVADOURO DA ESTRADA DA CORREIA * CARNIDE





No âmbito da Recepção aos Agentes Educativos da Freguesia de Carnide, a TENDA apresentou uma improvisação recriativa da dinâmica e do papel sócio-comunitário dos Lavadouros Públicos.



No Lavadouro, mulheres do povo conversam sobre tudo e nada, sobre os que conhecem e os de quem ouvem falar, falando sobre o que sabem e o que desconhecem.





21 de Setembro assinala o dia de Santa Maura de Troyes, tida como Padroeira das Lavadeiras.

Dela, pouco se sabe, e mesmo os dados disponíveis são confusos e contraditórios. Mas Santa Maura foi apenas pretexto...


Pretexto... para uma chamada de atenção sobre estes terreiros comunitários que, pouco a pouco, se vão degradando e desaparecendo da vida da cidade.





Nesta brincadeira, a TENDA, com o apoio da Junta de Freguesia de Carnide, deixou manifesto o desejo de contribuir para a manutenção do Património Social, Histórico e Cultural de Carnide e de Lisboa.


terça-feira, 18 de setembro de 2007

MUZIG ZAG

MUZIG ZAG


PROGRAMA DE ORIENTAÇÃO MUSICAL PARA BEBÉS



MUZIG ZAG constitui-se como uma proposta de Sessões de Orientação Musical para Bebés dos 4 aos 30 meses de idade a partir da Teoria da Aprendizagem Musical de Edwin E. Gordon.

Tal como os pais estimulam os filhos para a Língua Materna de uma forma espontânea e informal, também assim deve ser a estimulação para a Música. É neste espírito que se enquadra MUZIG ZAG. Não se trata de ensinar um instrumento ou as formalidades da Música, mas de despertar e “guiar” a criança no sentido da compreensão musical (audiação).

MUZIG ZAG… uma música aqui, uma música acolá, um passinho oscilando inseguro de um lado para o outro para restabelecer o equilíbrio. Um reportório de canções que entregam música nas mãos de quem as sente e exprime! Gostamos de encarar estas sessões como uma conversa entre amigos onde se podem ouvir histórias musicais (cantos rítmicos e canções sem palavras) acompanhadas de movimento.


Orientação das Sessões: António Vitorino Rocha e João Pedro Reigado

Horário: Sábados de manhã, com duração média de 30 a 45 minutos.

Local de funcionamento: Instalações do Espassus Ginásio

Inscrições: Recepção do Espassus Ginásio / ATL-Carnide Centro (até dia 15 de Outubro, mediante preenchimento de Impresso próprio e pagamento da Inscrição)

Propinas: Inscrição 15 €; Mensalidade – Recenseados em Carnide e Sócios da Tenda 37 € / mês Público em geral 48 € / mês

Limite de Inscrições: O funcionamento dos grupos está sujeito a um número mínimo (8) e máximo (12) de participantes.

Início das Sessões: Sábado, 3 de Novembro de 2007, com reunião inicial no dia 20 de Outubro.



MUZIG ZAG tem o apoio da
Junta de Freguesia de Carnide

VISITAS ANIMADAS AO CENTRO HISTÓRICO DE CARNIDE



VENHA CONHECER O CENTRO HISTÓRICO DE CARNIDE!


A Tenda realizou no passado dia 16 a primeira VISITA ANIMADA ao Centro Histórico de Carnide. São muitos os pontos de interesse que nos escapam na correria do dia a dia.


Com JOÃO GUALDINO como cicerone, o percurso apresenta aos visitantes detalhes e enredos de Carnide, condimentados com Animação evocativa.


As próximas Visitas estão agendadas para dia 23 (16H) e dia 29 (10H).
Basta inscrever-se na Junta de Freguesia e vir connosco conhecer Carnide Histórico.

SILOS * LARGO DO JOGO DA BOLA



CORETO




RUA DO NORTE

A caminho do Convento de Santa Teresa de Jesus

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

ÁREAS DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR

EXPRESSÃO RÍTMICA E MUSICAL

Hoje não é um dia qualquer... pelo menos não o é para a população escolar da Freguesia de Carnide! Hoje... é dia de iniciar as aulas!

Hoje não é um qualquer dia para a Associação Tenda! Hoje... é dia de assumir o compromisso de levar até às escolas do 1º ciclo da Freguesia o Projecto de Expressão Rítmica e Musical.
Para todos os que «embarcam» connosco neste desafio ficam os votos de um
BOM ANO LECTIVO 2007/2008.

sábado, 15 de setembro de 2007

CENAS DE TEATRO

CENAS DE TEATRO
Expressão . Corpo . Voz
“Acordar os caminhos da Criatividade
numa viagem de corpo inteiro”

CALENDARIZAÇÃO DO CURSO: 15 de Outubro a 27 Janeiro

Ângela Pinto; Bruno Cochat; Manuel Brás da Costa; Hélder Gamboa

Aulas às 2ªs e 3ªs feiras das 20h às 23h30

(de 15 Outubro a 20 Janeiro)

Espectáculos a 25, 26 e 27 Janeiro

Ângela Pinto Coordenação do Curso / Expressão Teatral
Curso de Formação de Actores da Escola Superior de Teatro do Conservatório Nacional; Actriz Profissional desde 1980
Trabalhos recentes: 1755, O Grande Terramoto – Teatro da Trindade; Mundo Meu e Morangos com Açúcar – TVI.

Bruno Cochat Laboratório de Corpo

Curso Superior de Dança da Escola Superior de Dança, ramo Espectáculo
Bailarino e Coreógrafo Profissional desde 1992
Trabalhos recentes: Quebra Nozes – CCB; Rav’Ormance – Teatro S. Luíz; Nu Meio e Carpe Diem – Teatro Camões.

Manuel Brás da Costa Laboratório de Voz

Formação em Canto no Instituto Gregoriano de Lisboa e na Escola Superior de Música de Lisboa
Cantor Profissional (Contra tenor) desde 1992
Trabalhos recentes: Reset – Beurschouwburg Theatre de Bruxelas e Culturgest; A midsummer night’s dream – Britten Theatre; Kaminari – Açores.

Hélder Gamboa Encenação do Espectáculo Final
Formação em Animação Sócio Cultural; Curso de Formação de Actores na CTS; Actor Profissional desde 1994
Encenações recentes: Aqui e Agora - Teatro da Trindade; Melocoton – TEF;
Hoy Comamos – Tenda.

Sinopse de conteúdos do Curso
Noções básicas sobre a respiração e sua articulação com a voz, movimento, equilíbrio e relaxamento.
Percepção sensorial e memória afectiva – os cinco sentidos.
Exploração das capacidades físicas para emissão, projecção e controle vocal.
Postura física.
Improvisação - construção de personagem e utilização de um texto.
Produção de pequenas cenas teatrais.
Inscrições de 3 de Setembro a 3 de Outubro

Inscrição: 80€
Prestações x 4: Sócios Tenda 70€ Não Sócios 85€

Mais informações por e-mail: geral@tenda.pt

quarta-feira, 2 de maio de 2007

ELEIÇÕES NA TENDA


No próximo dia 19 de Maio vai haver ASSEMBLEIA GERAL da Tenda!

Aproveitando este momento, proceder-se-á às ELEIÇÕES
dos Corpos Dirigentes para o próximo biénio.

Está aberto o período de apresentação de listas.




domingo, 22 de abril de 2007

CENAS DE VERÃO - ACADEMIA DE ARTES CÉNICAS

Estão já definidos os MÓDULOS DE FORMAÇÃO para as nossas CENAS DE VERÃO:

Laboratório de Corpo * 3 horas
Laboratório de Voz * 3 horas
Atelier de Dança * 3 horas
Dramaturgia Criativa * 6 horas
Interpretação * 9 horas

TOTAL DE HORAS DE FORMAÇÃO TÉCNICA * 24 HORAS

sábado, 21 de abril de 2007

CENAS DE VERÃO - ACADEMIA DE ARTES CÉNICAS

DETALHES DE FUNCIONAMENTO:

A Academia funciona entre as 08H e as 19H, dando resposta aos horários de ocupação dos pais. As actividades técnicas acontecem das 10H às 13H e das 14H30 às 17H30.

O Almoço está incluído no preço do Curso.
Os lanches são da responsabilidade dos Formandos.

As CENAS DE VERÃO vão acontecer nas instalações do ATL Carnide Centro, da Junta de Freguesia de Carnide, em seis turnos de uma semana cada:

Semana 1 - de 2 a 6 de Julho
Semana 2 - de 9 a 13 de Julho
Semana 3 - de 16 a 20 de Julho
Semana 4 - de 23 a 27 de Julho
Semana 5 - de 30 de Julho a 3 de Agosto
Semana 6 - de 6 a 10 de Agosto

* Um Curso funciona com um mínimo de 8 e um máximo de 16 participantes
As inscrições serão aceites até ao próximo dia 15 de Junho

sexta-feira, 20 de abril de 2007

CENAS DE VERÃO – ACADEMIA DE ARTES CÉNICAS

Numa aposta constante na Formação e na busca sistemática de soluções inovadoras, a TENDA organiza, em conjunto com a JUNTA DE FREGUESIA DE CARNIDE e com o TEATRO DE CARNIDE, e no âmbito da dinamização dos Tempos Livres dos Jovens em período de férias escolares, Cursos com a duração de UMA SEMANA com o Objectivo de
DESENVOLVER COMPETÊNCIAS ASSOCIADAS AOS DIVERSOS CAMPOS DAS ARTES CÉNICAS, PELA POSSIBILIDADE DE EXPERIMENTAÇÃO, EM REGISTO LÚDICO, DE VÁRIOS CAMPOS DESTA ÁREA ARTÍSTICA.
Os Cursos funcionam de 2ª a 6ª feira, terminando com um pequeno espectáculo a apresentar às famílias e convidados, que se revelará como produto das competências desenvolvidas durante a semana.
Podem inscrever-se jovens entre os 8 e os 16 anos.
O preço de cada Curso é de:
105 Euros, para filhos de recenseados
na Freguesia de Carnide e
Sócios da Tenda e do Teatro de Carnide
150 Euros, para público em geral
As inscrições estão abertas - na recepção do ATL Carnide Centro, da Junta de Freguesia de Carnide, ou directamente com a Coordenação (geral@tenda.pt ou pelos telefones 217 121 343, 919 587 120, 969 688 609
No acto de inscrição serão pagos 50% do valor total, sendo o restante liquidado até ao início do Curso. As inscrições são limitadas. Cada Cursos apenas funcionará com um mínimo de oito participantes.

terça-feira, 17 de abril de 2007

MARIONETAS MAROTES E CABEÇUDOS


Apresentamos os CURSOS disponíveis para este Ciclo de Formação:

ESPONJA * 19.MAIO.07 (inscrições até 10/5)

ESFEROVITE * 9.JUNHO.07 (inscrições até 30/5)

PASTA DE PAPEL E REUTILIZAÇÃO DE MATERIAIS * 23.JUNHO.07 (inscrições até 15/6)

PAPEL MACHÊ * 7.JULHO.07 (inscrições até 30/6)


Cada Curso tem a duração de 10 horas e funciona aos Sábados – das 9h às 13h e das 14h às 20h.

O Preço é de 75 euros, para o público em geral.

Os SÓCIOS da Tenda têm um desconto de 20%, e por isso só pagam 60 euros por Curso.

Aos Funcionários e Colaboradores da Junta de Freguesia de Carnide a Tenda proporciona um desconto de 15%, pagando apenas 63,75 euros por cada Curso.

Os Sócios das Instituições da Rede Cultural de Carnide e os Alunos do Instituto Superior de Ciências Educativas - ISCE, através de um protocolo de colaboração estabelecido entre a Tenda e a Associação de Estudantes do ISCE, têm um desconto de 10%, pagando 67,5 euros por cada Curso.

O preço do Curso inclui ALMOÇO e LANCHE.

Formandos inscritos nos 4 Cursos têm um desconto de 10% no valor final (não acumulável com outros descontos).

Para mais informações, podem contactar directamente a Coordenação do Ciclo de Formação:

acpereira.ana@gmail.com ou pelo telefone 969 688 609

(Ana Cristina Pereira, Coordenadora da Formação)

domingo, 15 de abril de 2007

MARIONETAS MAROTES E CABEÇUDOS

A TENDA organiza um CICLO DE FORMAÇÃO exclusivamente dedicado à construção de Fantoches, a partir de materiais muito diversificados, dedicando um dia de Curso a cada material.

Tem como Público-Alvo para este Ciclo de Formação: Animadores Sócio-Culturais, Educadores de Infância, Professores do Ensino Básico, outros profissionais com interesse na área.

Os Cursos pretendem dotar os participantes de ferramentas básicas de exploração dos materiais propostos na realização de Fantoches, utilizando, na formação, metodologias práticas e activas.

Ao longo da formação, procede-se à construção de Fantoches, em exploração de figuras do real ou do imaginário, ficando a cargo de cada formando a posterior elaboração de «roupas» para as suas criações.

A Formação está a cargo da Dra. Ana Rita Carrilho. Licenciada em Educação Visual e Tecnológica pelo Instituto Superior de Ciências Educativas -ISCE-, fez Mestrado em Criatividade Aplicada na Universidade de Salamanca.

É Docente de Educação Visual e Tecnológica nos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico.

Tem vindo a leccionar, ao longo dos últimos dez anos, diversas disciplinas no ISCE: Meios, Técnicas e Materiais, Expressão Criadora da Criança, Didáctica da Educação Visual e Tecnológica.

Tem um currículo de relevo nas áreas da Cenografia e da Criação de Figurinos, trabalhando com diversas Instituições ligadas às Artes de Palco.

quinta-feira, 22 de março de 2007

REABERTURA DA JFCARNIDE


Com a presença do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e uma comitiva considerável, a Junta de Freguesia de Carnide reabriu renovada!


A TENDA teve a seu cargo alguns pequenos apontamentos de Animação.


Mas o ponto alto, para nós, foi o momento em que o nosso Presidente assinou o Protocolo de cedência da sala! Não houve muito tempo para tirar fotos... mas fica esta, que mostra um pouco da NOSSA SALA!!!




domingo, 18 de março de 2007

21 de MARÇO - REABERTURA DAS INSTALAÇÕES DA JUNTA DE FREGUESIA DE CARNIDE

Após obras bastante profundas, que converteram um sótão enorme e velho numa maravilhosa sala de Técnicos da Junta, foram atribuídas algumas salas a Associações que desenvolvem as suas actividades na Freguesia.

A ASSOCIAÇÃO TENDA foi contemplada com uma SALA, na ala das Associações!

É um sonho tornado realidade... este de ter uma SEDE SOCIAL com todas as condições!

Obrigado a todo o Executivo, por este apoio!

quinta-feira, 15 de março de 2007

AINDA O LISBOA PAPER


Não podemos deixar de partilhar a foto que testemunha a entrega do PRÉMIO ESPECIAL EQUIPA-MARAVILHA!


Pelo espírito de equipa, pelo divertimento e desportivismo... PARABÉNS!!!


FESTA DOS ANOS 80 – MARÇO É JUVENTUDE

Depois de um belo MetroPaper, nada melhor do que dançar ao ritmo desses temas maravilhosos que marcaram os Anos 80.

Um panorama musical diversificado deu o mote para a entrega de Prémios do LisboaPaper.

Ficam alguns momentos!



LISBOA PAPER – A REPORTAGEM

Melhor do que as palavras, são as imagens que registam uma das provas a que as equipas tiveram que corresponder!
Era simples!

Tinham que, junto à Praça do Campo Pequeno, utilizar-se a si próprios para construir uma escultura humana a que correspondesse o título “TOURADA URBANA”.

Foi de gritos!!! Diz quem participou! Confirmem!







quinta-feira, 8 de março de 2007

LISBOA PAPER

No âmbito do MARÇO É JUVENTUDE, a TENDA e o AGRUPAMENTO 73 DOS ESCUTEIROS organizam, no próximo dia 17 de Março, um METROPAPER…

Um conceito pouco frequente é o que nos leva a percorrer a cidade, a partir de Carnide, utilizando o Metropolitano como meio de transporte e de jogo.

As pistas são divertidas… e as tarefas e pontos de jogo uma plena aventura! É esta a promessa que fica no ar!!!

Venham participar!!!

segunda-feira, 5 de março de 2007

MARÇO É JUVENTUDE

Mais um Março… Mais uma edição do «Março é Juventude» na Freguesia de Carnide!

Num Março que é temático, aqui fica o Programa:

MARÇO É JUVENTUDE
ATITUDE URBANA

10/03
15H - Tarde de Cinema “A VIDA É UM SONHO”, seguido de Debate (Teatro de Carnide)
21H30 – Tertúlia Literária e Grafitti (Teatro de Carnide)

11/03
18H – Karaoke e Animação (Coreto de Carnide)

17/03
14H – LisboaPaper (partida da Galeria Bento Martins, por Lisboa)
21H30 – Festa dos Anos 80 (Galeria Bento Martins)

24/03
14H – Grupos de Dança / Freestyle / Hip-Hop / Grafitti (Alameda Roetgen)

26/03 a 30/03
Mostra de Trabalhos – Novos talentos e Ateliers (Teatro de Carnide, aberto entre as 9H30 e as 17H30)

31/03
14H – FotoPaper Digital (partida do Espassus, por Carnide)
19H – Festa de Encerramento (Galeria Bento Martins)

sexta-feira, 2 de março de 2007

MARÇO PORTUGUÊS REVISITADO

1 de Março.
- de 1925. Primeiras emissões regulares de rádio, levadas a cabo por Abílio Nunes dos Santos Júnior.

2 de Março
- de 1476. D. Afonso V é derrotado em Toro pelo exército dos Reis Católicos.
- de 1918. Sidónio Pais assiste a uma missa na Sé de Lisboa, reconciliando o regime com a Igreja.

3 de Março.
- de 1915. Assaltos às padarias devido ao aumento do preço do pão.
- de 1989. A selecção portuguesa de Futebol sagra-se campeã mundial de juniores, sob a direcção de Carlos Queirós.

4 de Março
- de 1394. Nasce no Porto o Infante D. Henrique.
- de 1493. Cristóvão Colombo chega a Lisboa após a sua primeira viagem, que o levou até às Caraíbas.
- de 1777. O Marquês de Pombal é exonerado de todas as suas funções e mandado para o exílio.
- de 1810. O Exército Francês sob o comando do marechal Massena começa a retirada de Portugal.
- de 1894. Celebração do 5.º centenário do nascimento do infante D. Henrique, no Porto.

5 de Março
- de 1917. Manuel de Arriaga, primeiro Presidente da República, morre.

- de 1974. O "Movimento dos Capitães" passa a designar-se Movimento das Forças Armadas (MFA).
- de 1984. Morre no Porto o poeta Pedro Homem de Melo, conhecido sobretudo pelos seus programas sobre Folclore na RTP.
- de 1990. Primeiro número do jornal diário O Público.

6 de Março
- de 1480. Ratificação por parte dos Reis Católicos do Tratado de Alcáçovas, que terminou a Guerra de Sucessão de Castela. D. Afonso V abandona definitivamente as pretensões de Portugal sobre as Canárias, sendo reconhecido a Portugal o senhorio da Madeira, Açores, Guiné e Cabo Verde, assim como a conquista do Reino de Fez.
- de 1635. Decreto que alarga o imposto do real-d'água a todo o país. A aplicação do imposto é feito em proveito integral da coroa. Vai tornar-se um dos impostos mais detestados, e símbolo da opressão castelhana em Portugal.
- de 1719. Violento tremor de terra em Lisboa e no Algarve.
- de 1826. D. João VI nomeia, quatro dias antes de morrer, um conselho de regência presidido pela sua filha a infanta Isabel Maria.
- de 1921. Criação do Partido Comunista Português, sucessor da Federação Maximalista Portuguesa.
- de 1992. A pintura Helena Vieira da Silva morre em Paris, com 83 anos.

7 de Março.
- de 1761. Criação do Real Colégio dos Nobres, aberto 5 anos depois.
- de 1797. Bocage é transferido da prisão do Limoeiro para a prisão da Inquisição, sendo em 1798 transferido para o Mosteiro de São Bento da Saúde.
- de 1957. Início das emissões regulares de televisão em Portugal.
- de 1980. Os emissores a cores da RTP são inaugurados.

8 de Março.
- de 1914. Fernando Pessoa cria o heterónimo Alberto Caeiro e escreve Guardador de Rebanhos.
- de 1976. Portugal e Angola estabelecem relações diplomáticas.

9 de Março
- de 1838. Revolta do Arsenal. Sublevação de setembristas radicais com o objectivo de impor a demissão de personalidades moderadas do governo. Durará até dia 13 de Março.

- de 1916. Declaração de guerra da Alemanha a Portugal, devido à requisição de todos os navios mercantes alemães refugiados em portos portugueses. Portugal entrava na Primeira Guerra Mundial.
- de 1918. É criado o Ministério da Agricultura.

10 de Março
- de 1649. Instituição da Companhia Geral de Comércio para o Brasil, tendo o monopólio das exportações de farinha, bacalhau, azeite e vinho e das importações de pau-brasil.
- de 1768. Nasce Domingos António do Espírito Santo, baptizado em 30 de Março tendo como padrinho Domingos de Sequeira Chaves. Ficará conhecido como Domingos Sequeira.
- de 1797. O papel selado é restabelecido em Portugal.
- de 1826. D. João VI morre, e inicia-se o governo da regência presidido pela infanta Isabel Maria. O sucessor do rei falecido é desconhecido, sendo uma das incumbências da regência escolhe-lo.
- de 1927. Aparecimento da revista Presença, "folha de arte e crítica" fundada, em Coimbra, por José Régio, João Gaspar Simões, Branquinho da Fonseca e Edmundo de Bettencourt.

11 de Março.
- de 1769. Por ordem de D. José I, a praça de Mazagão, em Marrocos, é abandonada sendo a sua população transferida para o Brasil em Setembro seguinte, onde funda a Vila Nova de Mazagão, na Amazónia.
- de 1778. Tratado do Pardo, que põe termo à Guerra existente na América do Sul, entre Portugal e a Espanha. Portugal cede as ilhas de Fernão Pó e Ano Bom.
- de 1918. O governo dirigido por Sidónio Pais decreta o sufrágio universal, ao permitir o voto aos iletrados do sexo masculino. As restrições ao voto serão restabelecidas após a queda do Sidonismo.
- de 1975. Presumível tentativa de golpe de Estado de oficiais afectos ao general Spínola. A derrota deste grupo vai radicalizar a acção política do MFA, levando à política de nacionalizações e da reforma agrária, à institucionalização do MFA e à criação do Conselho da Revolução.

12 de Março
- de 1572. Publicação de Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões.

13 de Março
- de 1777. Nomeação dos novos secretários de estado, em substituição do Marquês de Pombal. Começo do que é considerado a "Viradeira."
- de 1828. D. Miguel dissolve a Câmara dos Deputados estabelecida pela Carta Constitucional outorgada por D. Pedro IV.

14 de Março.
- de 1743. É preso em Lisboa Jean Coustor, membro de uma loja maçónica.
- de 1911. Lei eleitoral da República. Alargou substancialmente o sufrágio, mas ficou muito aquém do sufrágio universal defendido e prometido pelo Partido Republicano.

15 de Março
- de 1711. A praça de Miranda do Douro, ocupada pelos Espanhóis no decurso da Guerra de Sucessão de Espanha, é recuperada.
- de 1751. É proibido colocar cornos nas portas das casas dos maridos enganados.

16 de Março.
- de 1737. Convenção luso-espanhola sobre o incidente com o embaixador português, acontecido em 1735, por mediação da Inglaterra e da Holanda.
- de 1762. A Espanha e a França pressionam D. José a aderir ao Pacto de Família (Bourbon).
- de 1825. Nascimento de Camilo Castelo Branco, em Lisboa.
- de 1893. Decreto que regulamenta o trabalho feminino e dos menores. Previa a proibição de trabalho nas quatro semanas posteriores ao parto, e a criação de creches nas fábricas com mais de 50 mulheres.
- de 1916. Criação do Ministério do Trabalho.
- de 1974. Golpe Militar com início no Regimento de Infantaria 5, sedeado nas Caldas da Rainha.
- de 1993. Natália Correia, poetisa e romancista, morre em Lisboa.

17 de Março.
- de 1978. A Faculdade de Ciências de Lisboa é destruída por um violento incêndio.
- de 1980. Iniciam-se as emissões regulares a cores na RTP.

18 de Março.
- de 1897. Criação das Escolas Normais, para habilitação de professores da instrução primária.
- de 1911. Criação do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

19 de Março.
- de 1933. Plebiscito do projecto de Constituição Política da República apresentado pelo governo de Salazar. O projecto mereceu o apoio de 59, 3 % da população, tendo-se 40,2 % abstido.
- de 1968. Mário Soares é preso pela PIDE e deportado posteriormente para a ilha de São Tomé.


20 de Março.
- de 1792. Luís António Verney morre em Roma.
- de 1816. D. Maria I morre no Brasil. Não governava desde 1792 devido a ter enlouquecido. O seu segundo filho sobe ao trono como D. João VI.
- de 1850. É fundada a Associação Industrial Portuguesa.
- de 1920. A Confederação Geral dos Trabalhadores é encerrada.

21 de Março.
- de 1993. O Centro Cultural de Belém abre as portas ao público.

22 de Março.
- de 1911. Criação das Universidades de Lisboa e do Porto.
- de 1922. Gago Coutinho e Sacadura Cabral partem, pilotando o hidroavião Lusitânia, de Lisboa para o Rio de Janeiro, tentando a travessia aérea do Atlântico.

23 de Março.
- de 1891. Lei que aprova a jornada de 8 horas e o salário mínimo.
- de 1962. Início da crise estudantil nas Universidades de Coimbra e de Lisboa, que se prolongará até Maio.

24 de Março.
- de 1373. Tratado de paz de Santarém entre D. Fernando e Henrique II de Castela que põe fim à segunda guerra entre Portugal e Castela no reinado de D. Fernando. O Rei de Portugal é obrigado a abandonar a Aliança com a Inglaterra acordada por meio do tratado de Tagilde assinado em Julho do ano anterior.
- de 1668. O casamento de D. Afonso VI com D. Maria Francisca de Sabóia é considerado nulo.
- de 1759. Fundação da Real Fábrica de Chapéus de Pombal, dirigida pelo francês Sauvage, em propriedade do marquês de Pombal, na Quinta da Gramela.
- de 1764. Reorganização dos Armazéns da Tenência e da Fábrica de Armas de Guerra, com a criação do Arsenal Real do Exército.
- de 1989. O governo concede 79 alvarás de rádio, começando o movimento de legalização das rádios locais.

25 de Março.
- de 1915. Primeiro número da revista Orpheu.
- de 1928. O general Óscar de Fragoso Carmona é eleito presidente da República.
- de 1957. Assinatura do Tratado de Roma, origem da União Europeia.

26 de Março.
- de 1211. Falecimento de D. Sancho I, subindo ao trono o seu filho D. Afonso II.
- de 1714. Restabelecem-se as relações diplomáticas com a França, devido ao fim da Guerra de Sucessão de Espanha.

27 de Março.
- de 1781. O Intendente-Geral da Polícia, Pina Manique, decreta a obrigatoriedade da inspecção sanitária das prostitutas.

28 de Março.
- de 1712. É proibido o envio de degredados para o Brasil.
- de 1798. António de Araújo de Azevedo, diplomata português preso pelas autoridades da República francesa, é expulso de França.
- de 1810. Nascimento de Alexandre Herculano de Carvalho Araújo, historiador, romancista e político.
- de 1916. Criação da Censura Prévia, enquanto durar o estado de guerra.
- de 1977. Portugal pede formalmente a sua integração na Comunidade Económica Europeia (CEE).

29 de Março.
- de 1788. As Fábricas e Manufacturas das três comarcas de Portalegre, Fundão e Covilhã são entregues a particulares.
- de 1830. Criação da primeira Escola Veterinária Portuguesa, por diploma de D. Miguel.
- de 1911. Criação do ensino infantil para ambos os sexos.
- de 1985. A Mesquita de Lisboa é inaugurada.

30 de Março.
- de 1992. Incorporação no Exército das primeiras mulheres.

31 de Março.
- de 1128. Num diploma desta data, o nome de D. Afonso Henriques aparece à frente de Fernão Peres de Trava, pela primeira vez, demonstrando a tentativa de pacificação entre D. Teresa, Fernão Peres de Trava e a nobreza portucalense revoltada.
- de 1371. É assinado o Tratado de Alcoutim entre D. Fernando e Henrique II de Castela, pelo qual se põe fim à guerra começada em 1369. D. Fernando abdicava das suas pretensões à coroa de Castela, obtendo em troca um alargamento do território de Portugal e o acordo para o seu casamento com a filha mais velha do rei de Castela.
- de 1621. Filipe II de Portugal, III de Castela, morre, sucedendo-lhe Filipe III com 16 anos.
- de 1667. Assinatura do tratado de aliança entre D. Afonso VI e Luís XIV, contra Carlos II de Espanha.
- de 1703. Assinatura do tratado de aliança com o Império, a Inglaterra e a Holanda, que consubstancia a mudança de posição diplomática de Portugal. O país alia-se definitivamente ás potências marítimas.
- de 1821. O Tribunal da Inquisição é extinto em Portugal. Tinha sido instituído por meio da bula "Cum ad nihit magis", de 23 de Maio de 1536.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

2007 NÃO TEM 29 DE FEVEREIRO!

SOBRE ANOS BISSEXTOS...


Em 238 a.C., em Alexandria, no EgiPto, durante a monarquia helenística de Ptolomeu III (246-222 a.C.), foi decretada a adição de um dia a cada 4 anos para compensar a diferença que existia entre o ano do calendário, com duração de 365 dias, e o ano solar (em astronomia chamado de ano astronómico sazonal) com duração aproximada de 365,25 dias, ou seja, de 365 dias + 6 horas.
Com este excesso anual de 6 horas um dia extra deveria ser acrescentado ao calendário oficial, a cada 4 anos, para evitar os deslocamentos das datas que marcavam o início das estações.
A programação das épocas de semeaduras e colheitas eram baseadas no calendário das estações. Qualquer discrepância neste calendário afetava a agricultura, que era base da economia dos povos antigos.


Lamentavelmente, esta tentativa de reformulação do calendário não teve a aceitação necessária e as discrepâncias permaneceram na contagem dos dias.


Quase 200 anos depois, o ano bissexto foi introduzido no calendário por Júlio César, que trouxe de Alexandria o astrónomo grego Sosígenes para elaborá-lo. Ele era necessário porque o tamanho do ano não era um número inteiro de dias.


O calendário Juliano baseia-se no fato de que o ano se completa com aproximadamente 365,25 dias.
Para compensar essa fração, foi decidido adicionar um dia extra a cada quatro anos. E que dia foi acrescentado? Pois foi o "dia sexto antes das calendas de Março", que o imperador mandou repetir. Passou, assim, a haver, cada quatro anos, um dia (agora vai em latim) "bis sextum ante diem calendas martii", e lá está o tal "bis sextum" que acabou virando "bissexto".
Esse calendário foi usado até o século XVI, quando se observou uma pequena discrepância entre o tamanho aproximado (365,25 dias) e o real (365,24219 dias).


Em 1582 o Papa Gregório XIII instituiu o calendário Gregoriano e as regras para determinar o ano bissexto mudaram. Foi considerado que o ano com final "00" de cada século (1600, 1700, 1800, 1900, 2000...) seriam considerados bissextos somente se fossem divisíveis também por 400. De facto, isto significou adoptar uma média no tamanho do ano de 365,2425 dias, o que causa um erro aproximado de 3 dias a cada 10.000 anos.


A adopção do calendário gregoriano foi feita nos países católicos em 1582, com a eliminação de 10 dias, ou seja, 4 de outubro foi seguido por 15 de outubro. Este calendário também estipulou que o ano começaria em primeiro de janeiro.
Nos países não católicos a mudança foi feita mais tarde; a Inglaterra e suas colónias fizeram a mudança em 1752, onde o dia 2 de setembro precedeu o dia 14 de setembro e o dia de ano novo foi mudado de 25 de março para primeiro de janeiro.


Todos os anos que sejam múltiplos de 4 mas que não sejam múltiplos de 100, com exceção daqueles que são múltiplos de 400, são bissextos.


Os anos bissextos sempre foram cercados de mitos e tradições. Uma das mais divertidas surgiu no século XIII, na Escócia. Num ano bissexto, eram as mulheres (e não, como de costume, os homens) que tinham o direito de escolher quem desejassem para marido. E se o escolhido não concordasse com o casamento, era obrigado a pagar uma multa de respeito.


Fonte: Pr.gov.br
Jornalfarroupilha.com.br
Thelisbongiraffe.typepad.com

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

26 DE FEVEREIRO * DIA DO COMEDIANTE

Apesar de o humor ser largamente estudado, teorizado e discutido por filósofos e outros, permanece extraordinariamente difícil de definir, quer na sua vertente psicológica quer na sua expressão, como forma de arte e de pensamento. Na verdade, o que é que o distingue de tantos outros aspectos do cómico, como a ironia ou a sátira?

A ironia é uma simulação subtil de dizer uma coisa por outra. A ironia não pretende ser aceite, mas compreendida e interpretada. Para Sócrates, a ironia é uma espécie de docta ignorantia, ou seja, ignorância fingida que questiona sabendo a resposta e orientando-a para o que quer que esta seja. Em Aristóteles e S. Tomás de Aquino, a ironia não passa de uma forma de obtenção de benevolência alheia pelo fingimento de falta de méritos próprios. A partir de Kant, assentando na ideia idealista, a ironia passa a ser considerada alguma coisa aparente, que como tal se impõe ao homem vulgar ou distraído.

Corrosiva e implacável, a sátira é utilizada por aqueles que demonstram a sua capacidade de indignação, de forma divertida, para fulminar abusos, castigar, rindo, os costumes, denunciar determinados defeitos, melhorar situações aberrantes, vingar injustiças… Umas vezes é brutal, outras mais subtil.

O humor é determinado essencialmente pela personalidade de quem ri. Por isso, pode-se pensar que o humor não ultrapassa o campo do jogo ou os limites imediatos da sanção moral ou social, mas este pode subir mais alto e atingir os domínios da compreensão filosófica, logo que o emissor penetre em regiões mais profundas, no que há de íntimo na natureza humana, no mistério do psíquico, na complexidade da consciência, no significado espiritual do mundo que o rodeia. Pode-se, assim, concluir que o humor é a mais subjectiva categoria do cómico e a mais individual, pela coragem e elevação que pressupõe. Logo, o que o distingue das restantes formas do cómico é a sua independência em relação à dialéctica e a ausência de qualquer função social. Trata-se, portanto, de uma categoria intrinsecamente enraizada na personalidade, fazendo parte dela e definindo-a até.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Arrumados os fatos de Carnaval...

O Carnaval tem um tempo... um tempo que já se foi!

Deixa um sabor a pouco, fruto do tanto que ainda tínhamos para brincar!

Para muitos, este é um tempo de reflexão. Testemunha desta passagem da folia ao recato é a QUARTA-FEIRA DE CINZAS.

A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos Apostólico Romano recebem neste dia são um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efémera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

Ocorre quarenta dias antes da Páscoa (sem contar os Domingos), ou seja, quarenta e quatro dias antes da Sexta Feira Santa, se quisermos contabilizar os domingos. Tal como a do Carnaval, a data de quarta feira de cinzas varia a cada ano, sendo calculada a partir da data da Páscoa.

Por curiosidade, aqui ficam as próximas 10 Quartas Feiras de cinzas... Agora, é só fazer contas!!!

2008 * 6 de Fevereiro
2009 * 25 de Fevereiro
2010 * 17 de Fevereiro
2011 * 9 de Março
2012 * 22 de Fevereiro
2013 * 13 de Fevereiro
2014 * 5 de Março
2015 * 18 de Fevereiro
2016 * 10 de Fevereiro
2017 * 1 de Março

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

HISTÓRIA DO PEQUENO CRÓ

A animação do Corso de Carnaval envolveu Monitores dos ATL, Professores das Áreas de Enriquecimento Curricular, elementos da Tenda e colaboradores da Junta de Freguesia.

O Pequeno Cró, e respectiva família, tiveram a companhia dos Pinguins, do Mamute, do Preguiça, do Tigre de Dentes de Sabre, de árvores e flores e de uma equipa de nuvens!

CARNIDE É CARNAVAL

As crianças das EB1 e dos JI da Freguesia prepapraram tudo para, e cumprindo a tradição, desfilar mais um ano no CORSO DE CARNAVAL, juntando-se-lhes os utentes da CERCI e dos Espaços Sénior.
Este ano (Ano Internacio
nal Polar), o Tema escolhido foi muito sugestivo:
BUSCA-POLOS: DA IDADE DO GELO AO PLANETA AZUL

Pinguins, Nuvens e Bonecos de Neve preparavam-se para alinhar no desfile, cujo início estava marcado para o Largo do Coreto, quando...
...o tempo traíu a iniciativa, parecendo inspirado na "Idade do Gelo"!

A chuva e o granizo teimavam em comprometer todo o investimento e trabalho dos professores, monitores, auxiliares, pais, alunos, autarcas e demais colaboradores!

Rapidamente foram tomadas decisões... e o Corso foi deslocado para o Pavilhão Polidesportivo do Bairro Padre Cruz!

Não há mau tempo que tenha poder sobre a alegria dos participantes!
Os grupos foram desfilando, participando nas animações, mostrando todo o trabalho que estava preparado!

O calor da concentração não conseguiu fazer derreter os Bonecos de Neve...


... e os animadores, mascarados a rigor, conduziram a apresentação da «História de Cró»... um menino da Idade do Gelo que veio até Carnide para assistir ao Desfile num tempo em que o Planeta é azul!

Foi um «CORSO» diferente... mas que não deixou CARNIDE "submerso" pelo mau tempo!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

DIA DOS NAMORADOS



Fazendo uma interrupção na linha de Carnaval... eis que chega o Dia dos Namorados!

Como se os namorados tivessem um dia... como se não fossem deles todos os dias!!!

A Associação de Comércio Sintra não deixou de assinalar esta data... e a TENDA esteve lá!

ROMEU e JULIETA saíram à rua! Os amores de outros tempos deram o mote!

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Carnaval Português V - LOULÉ


Diz-se que o "Carnaval Civilizado" de Loulé data de 1906 e teve como principal mentor José da Costa Guerreiro. No início do século, esta ilustre figura da cultura louletana rumou a Anvers, na França, para efectuar um estágio de línguas e negócios. Durante os cerca de dois anos que esteve no estrangeiro toma contacto com as tradições e os hábitos de uma nova Europa e assiste, fascinado, à "Belle Époque", enquanto que Portugal vive escondido no canto da Península Ibérica.
Após regressar à sua terra natal, e "contagiado" pelos festejos que tivera a oportunidade de presenciar além-fronteiras, José da Costa Guerreiro transmitiu o que tinha visto por terras de França e os louletanos rapidamente se entusiasmaram com a ideia e em 1906, Loulé e os algarvios assistiam ao primeiro corso carnavalesco.
O primeiro Carnaval de Loulé saldou-se num êxito. A preparação do corso começou alguns meses antes da data dos festejos, com a eleição de diversas personalidades para integrar uma comissão promotora do evento e da qual faziam parte, para além do próprio José da Costa Guerreiro, Ventura Sousa Barbosa, António Carrapiço, Segurado Silva, entre outros.
O evento foi crescendo de popularidade, fama e interesse e em 1977 a sua realização passou a ser profissionalizada, passando a organização para a autarquia que, reeditando a tradição lhe foi introduzindo, ao longo dos anos, diversos melhoramentos, nomeadamente a temática dos corsos, a construção dos carros alegóricos de grandes dimensões, contratação de grupos de foliões, de artistas e convidados e a implementação de bailes que mais tarde se tornaram famosos, designando-se por "Bailes da Comissão".

Samba chega a Loulé
Talvez por influência da grandiosidade do Carnaval do Brasil, também chegaram a Loulé na última década o Samba brasileiro e o calor tropical, vividos ao som daquela contagiante música dançada por grupos de exóticas brasileiras que, em face da temperatura amena que se faz sentir, desfilam e dançam como se estivessem no Brasil.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Carnaval Português IV - OVAR

Organizado desde 1952, o Carnaval de Ovar é o maior acontecimento turístico da região, atraindo anualmente dezenas de milhares de visitantes.A preparação do Corso Carnavalesco envolve, durante todo o ano, os figurantes e suas famílias que executam, eles próprios, os trajes, as máscaras, as fantasias, os enfeites e os carros alegóricos, ricos de exotismo, criatividade e humor!
Em 1952, dá-se, a "domesticação" do Carnaval. Sonhou-se uma festa que cumprisse dois objectivos: a "institucionalização" da alegria carnavalesca e a exploração do Carnaval como cartaz turístico poderoso.
O Carnaval Sujo,
se não tivesse morrido às suas próprias mãos, vítima dos seus inevitáveis exageros, teria soçobrado as leis e regulamentos que foram aparecendo. Que calhas poderiam guiar, que fronteiras poderiam conter a guerra das terças-feiras? Era impossível! O fim de festa era nuvens de vários pós, do carvão ao ocre, do cré a serradura e nada ficava como era, onde e quando a orda dos "combatentes" passava. Durante mais ou menos 60 minutos, isto é, entre dois toques da sirene dos bombeiros, instalava-se no centro da vila (a cidade já não conheceu esta farra) a mais completa, nevoenta e barulhenta anarquia. Dos camiões rolando, derrapando, grunhindo, chiando – uns para cima, outros para baixo, uns de frente, outros de lado ou de marcha a trás –, chovia preto, jorrava amarelo, chispava branco e tudo se misturava no ar empestado de perfumes a condizer para cair de chofre ou lentamente, em cartuchadas pesadas ou em baforadas suaves, sobre os beligerantes e apanhando pelo caminho fugitivos pouco lestos e neutrais distraídos.
Portanto, em 1952, nasce o Carnaval organizado. No ano seguinte, o êxito repetiu-se de tal maneira que, em 1955, o Carnaval vareiro, na terça-feira, "deslocou-se" ao Porto, onde participou no Corso dos Fenianos. Estava lançada, em termos nacionais, a "grande festa vareira" também apelidada de "VITAMINA DA ALEGRIA". Cumpria-se um dos desígnios da "oficialização" do Carnaval de Ovar, que, em 1964, foi premiado pela Câmara com a deliberação de considerar a terça-feira de Carnaval como dia de feriado municipal.
Em 1961, "ventos progressistas" chegam ao Entrudo e, pela primeira vez na sua história de quase 10 anos (até 1952 foi a "pré-história"), a Rainha do Carnaval foi uma mulher "propriamente dita", isto é, adoptou-se, também no Carnaval, a "regra geral", a normalidade, que substituiu o uso de o Rei casar com uma Rainha-Homem.
Ano após ano, a norma ganha terreno e o Carnaval segue entre barreiras e vedações, rege-se por regras e convenções. A espontaneidade, o inventar hoje para usar amanhã, vão dando lugar ao planeamento. A estratégia é necessária uma vez que se investem somas já consideráveis.
Pela primeira vez, em 1963, o "corso" sai nos dois dias grandes do Entrudo: Domingo e Terça.
António Salvador – filho de um dos mais carismáticos foliões da década de 50 – ascende ao "Trono" em 1970 e faz 14 reinados, em séries intervaladas por algumas "usurpações". Foi o maior e morreu de ceptro na mão e coroa na cabeça, como compete a qualquer rei que se preza.
A década de 80 é a década marcada pelo aparecimento do samba no Carnaval Vareiro.
A "Costa de Prata" sai, como projecto de escola de samba, em 1983. No ano seguinte, é a primeira pronta e acabada. Foi um êxito, que marcou irremediavelmente o Carnaval Vareiro.
Há quem diga que o aparecimento da "Costa de Prata", define a passagem, na história do entrudo vareiro, da idade moderna para a contemporânea, caracterizada, fundamentalmente, pela ditadura do samba, que se expandiu como epidemia incontrolável. Em 1989 são seis as Escolas de Samba a desfilar no nosso Corso.
Continuamos, até hoje, a resistir à integração de figuras públicas no nosso Corso que, supostamente, viriam abrilhantar a nossa Festa dando-lhe mais visibilidade nos media, mas não conseguimos resistir ao ritmo contagiante do samba que parece correr nas veias de alguns vareiros como se no Brasil tivessem nascido.

(Fonte: carnaval.ovar.net/)

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Carnaval Português III - SINES

Uma notícia surgida na “Folha de Sines", datada de 15 de Fevereiro de 1926, narrava assim:
«Sines vai assistir a uma deslumbrante festa carnavalesca, que consta de uma recepção a suas majestades, o rei e a rainha de Maduralândia - dois verdadeiros maduros que nos visitam, envergando trajos típicos da região. Num grande cortejo percorrerá as ruas da vila indo suas majestades depor uma coroa de louros no pedestal do monumento a Vasco da Gama. Depois, haverá um “ foot-mão-pinha-ball” entre o “Tirate para lá não me tisnes“ finalista de Maduralândia, e o “Femina Baco clube” que se apresenta com cabelos à garçone».
O “grupo dos Carlos”
O Carnaval de Sines foi, durante muitos anos, um acto mais ou menos espontâneo da população e que consistia em cegadas, burricadas, e mascaradas, formadas por grupos de jovens assaltantes de varandas e janelas famosas das casas do centro da vila, armados de bagas de palmeira e tremoços, como munições, tentando ao mesmo tempo mascarrar as jovens casamenteiras de época.
Por volta de 1956, surge um grupo de jovens chamados “Os Carlos” e que era composto pelos nossos conterrâneos Carlos Vilhena, Carlos Manafaia, Carlos Lopes Paulo, Carlos Águas, Carlos Guê-Gué e Agostinho Cunha, entre outros, que se organizaram de forma a dar a estas manifestações de cariz popular uma estrutura mais sistemática. No ano seguinte, com a entrada para o grupo do Carlos de Vicente do Ó, Edmundo Prata, Manuel Vilhena e, mais tarde, António da Piedade, surge a 1ª comissão de Carnaval organizada para gerir os esforços dos trabalhadores que se disponibilizavam para a realização de cegadas e organização de bailes foliões, que nessa época eram levados a cabo em todas as colectividades da vila.

Carnaval dos nossos dias
É provável que o espírito de Carnaval fosse diferente nessa altura mas a dedicação presentemente, não é menor. Claro que a ideia de que o Carnaval podia ser coisa rentável e economicamente viável não passou pela cabeça destes nossos conterrâneos, porque o sentido que os movia era uma dedicação generosa destituída de interesse. Os carros são feitos com orgulho de artistas que competem uns entre os outros pela qualidade da sua obra pela originalidade das suas ideias, e pela dificuldade na execução do seu próprio trabalho. Era um desafio a que se impunham, (porque a maior parte das vezes o trabalho era nocturno, nas horas do seu próprio lazer), e contra os meios (porque em muitos casos as despesa corriam por conta própria).

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Carnaval Português II - MEALHADA

À semelhança do que acontecia em outras terras bairradinas, o Carnaval não passava despercebido entre as gentes do Concelho da Mealhada.
Vivem ainda algumas pessoas, embora já com idade avançada, recordando com saudades os Entrudos do seu tempo de infância ou juventude, com as rusgas de mascarados, as engenhocas partidas de Carnaval, os jogos próprios da quadra carnavalesca, exibidas por foliões nas ruas e nos bailes, as cartas anónimas com brincalhonas declarações de amor e os apupos nocturnos e os entremezes de rua como formas de crítica a situações sociais e comportamentos pessoais menos aceitáveis para todos os padrões da época.
Não falta também quem se lembre, pelo menos na Mealhada e em Sernadelo, da Festa do Galo, na manhã de Domingo Gordo, que consiste num desfile dos alunos de cada escola ou de cada turma até à casa da sua professora ou do seu professor para lhe oferecerem um galo. Esse galo era transportado num pequeno carro, muitas vezes construído expressamente para o efeito, engalanado com serpentinas e flores de mimosa. Era este, essencialmente o Carnaval.
A pouco e pouco, a tradição foi cedendo lugar à modernidade e às formas de viver o Carnaval. Surgiu um cortejo carnavalesco em 1914. Depois foram os festejos de 1957 e 1958. Em 1957, com um pequeno cortejo carnavalesco em que a principal componente era o grupo dos Escoceses e um desafio de futebol cómico entre os ditos Escoceses e jogadores do Grupo Desportiva da Mealhada. Em 1958, com outro pequeno cortejo e uma garraiada cómica, em praça de touros desmontável, dentro do campo de futebol da Mealhada.
Em 1970, um pequeno grupo de mordomos da festa de Santa Ana deliberou organizar na Vila da Mealhada uns festejos de Carnaval modernos, de grande envergadura, à semelhança do que então se fazia em Ovar. Constariam esses festejos da chegada do rei, de garraiada cómica e baile nocturno, no Domingo Magro, e de cortejos e bailes no Domingo Gordo e na Terça – feira de Entrudo. Como atractivo principal da festa foi garantida a participação de grande parte dos Estudantes Brasileiros da Universidade de Coimbra, com os seus ritmos de Samba. A população da Mealhada aderiu à ideia e os festejos fizeram-se.
No Domingo e na Terça – Feira de Entrudo de 1971, respectivamente nos dias 21 e 23 de Fevereiro, a Vila da Mealhada encheu-se de gente, vinda de todo o lado para ver os cortejos. Os Índios do Macacu, ou Macaca, como era conhecido deliciaram a assistência com os seus carros alegóricos, cómicos ou de critica e os brasileiros magnetizaram novos e velhos, com o seu samba, nos cortejos e bailes.
Estava demonstrado que o Carnaval da Mealhada tinha pernas para andar. E andar, melhorando de ano para o ano, até 1975.
Absorvidos pelas tarefas locais do processo de transformação política iniciado com a resolução do 25 de Abril de 1974, a maior parte dos membros da Comissão do Carnaval ficou sem tempo livre para a organização dos festejos carnavalescos. Por isso estes não se realizaram em 1976 e 1977. Ressurgiram em 1978, mas com algumas diferenças em relação às edições anteriores. Os estudantes brasileiros deixaram de frequentar a Universidade de Coimbra e, como consequência obviamente não puderam mais participar nos festejos carnavalescos da Mealhada. Em sua substituição formaram-se alguns grupo de samba Mealhadenses, incipientes ainda, é certo, mas já, com a noção do essencial da técnica, da dinâmica e do espírito de samba. Foi também neste ano que se acrescentou aos cortejos de Domingo e Terça-feira de Entrudo a chamada Festa do Vinho, com distribuição gratuita desta bebida aos espectadores dos cortejos, e foi rei do Carnaval, pela primeira vez, um actor de uma telenovela brasileira.
Com o decorrer dos anos, o número dos grupos de samba cresceu e cada um passou a dispor de mais componentes. Cresceu também a qualidade das suas interpretações musicais e coreografias, bem como o nível dos trajes que envergam.
O Ano Internacional da Criança, em 1979, fez nascer o Carnaval Infantil da Bairrada que já vai na sua décima sétima edição. Realiza-se todos os anos no Domingo Magro, com um cortejo de crianças e carros alegóricos próprios, e nele têm participado crianças de jardins de infância e escolas dos concelhos da Mealhada, Anadia, de Cantanhede, e de Coimbra. Houve um ano em que até tomou parte uma escola do Porto.
O Carnaval da Mealhada tomou forma, está enraizado na alma da gente Bairradina e é hoje um dos maiores festejos da Bairrada e da região centro de Portugal.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Carnaval Português I - TORRES VEDRAS


Tudo leva a crer que as facécias de Carnaval em Torres Vedras, tal como hoje o conhecemos, tenham emergido no rescaldo da luta dos republicanos contra a dinastia dos Braganças. A imponência das vestes reais em que se integram elementos de ridículo como o ceptro régio transmudado em corno ou o leque de Sua Sereníssima Alteza, a Rainha, alterado para abano de fogareiro plebeu, parecem credibilizar esta génese.A actual gesta do Carnaval de Torres, nascida em 1923 contem já os elementos distintivos que hoje permanecem : os Reis, as matrafonas, o cocotte, os carros alegóricos, os cabeçudos e a espontaneidade.

Surpreende, desde logo, a perenidade do modelo dos Reis, na sua composição (sempre dois homens, por razões que a tradição social explica), a sua pose sarcasticamente grandiloquente, os seus adereços desconcertantes e a sua afirmação como referência dos foliões.

As matrafonas, sendo hoje uma imagem de marca do Carnaval de Torres não são outra coisa senão um elemento sempre presente nas manifestações tradicionais do Entrudo em qualquer ponto de Portugal. Resultam duma sociedade que minimiza o papel social da mulher, especialmente numa época dada a exageros como é o Carnaval, e que, além disso, é escassa em recursos. Fácil era, então, recorrer ao baú das velharias das vestes femininas preservadas na família. Não se confundindo nunca com qualquer forma de travestti, as matrafonas ora satirizam alguns dos tiques femininos mais vulgarizados, ora dão uma visão da mulher, nem sempre inocente e nunca isenta, na óptica masculina.

Os carros alegóricos do princípio do século XX patenteiam já aquilo que são hoje : criatividade na sua concepção, carga satírica, valorização de elementos plásticos, animação das alegorias. Quase se pode dizer que a alteração mais significativa é a forma de tracção que vem evoluindo ao longo dos anos.
Não deixa de ser curioso que os cabeçudos – um elemento indispensável no Carnaval de Torres – apareçam nos primeiros documentos iconográficos. Originariamente feitos de pasta de papel nunca deixaram de engrossar, adquirir novas e mais diversificadas roupagens e de desenvolver o seu acompanhamento musical – sempre grupos de Zés Pereiras.
O Carnaval de Torres, assumiu desde logo o carácter espontâneo da sua participação, na tradição das manifestações de Entrudo em Portugal, cortando cerce a separação entre actores e espectadores que actualmente vinca quase todas as festas de Carnaval.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

OS CARETOS

Os Caretos fazem parte de uma tradição portuguesa muito, muito antiga, e os mais conhecidos são os de Podence e de Ousilhão (Trás-os-Montes), mas também os há noutras zonas, como em Lazarim, na Beira Alta.

Dizem que a origem da festa de Podence se perde nos tempos até às antigas Saturnais romanas – celebração em honra de Saturno, Deus das sementeiras.Procura-se acalmar a ira dos Céus e garantir favores de uma boa colheita. Nesses tempos idos da agricultura de subsistência, a diferença entre a vida e a morte quase se cingia à dimensão da lavra. E a dupla máscara acentua a relação, ao lembrar uma das duas importantes divindades romanas: Jano.
Deus do passado e do futuro e também do presente, senhor dos portões e entrada, da guerra e da paz e dono de todos os princípios. O filho de Apolo, que um dia partilhou o trono com Saturno e conjuntamente civilizaram os habitantes de Itália, levando-os a tal prosperidade que ao reinado chamaram era de ouro, é geralmente representado com duas caras por ser do passado e do futuro, e principalmente, por ser símbolo do SOL , que aparece de manhã e se esconde à noite.

Para os Caretos o Carnaval é um ritual entre o pagão e o religioso, tão natural como a passagem do tempo e a renovação das estações. Despedem o Inverno e saúdam a Primavera. Chegado o Mês de Fevereiro, os homens envergam os trajes coloridos (elaborados com colchas franjadas de lã ou de linho, em teares caseiros) escondem a cabeça entre duas máscaras de lata, prendem uma enfiada de chocalhos à cintura e bandoleiras de campainhas e despendem toda a energia do mundo para assinalar o calor e os dias maiores que se prestem a chegar.

A imunidade conferida pela máscara, permite aos caretos mergulhar nos excessos, sendo as mulheres solteiras as vítimas preferencias. Encostam-se a elas e ensaiam estranhas danças com conteúdo erótico, agitando a cintura e batendo com os chocalhos nas ancas das vítimas que, para bem do corpo acompanham a dança.

Desde 1985 os Caretos transmontanos percorrem um lento caminho que os levou de Norte a Sul do país e até a ultrapassar fronteiras para actuar na Disneilândia de Paris, no Carnaval de Nice, em França e no Carnaval de Viareggio, em Itália.
Sedutores e misteriosos, os Caretos guardam a magia dos tempos em que as histórias junto à lareira franqueavam a entrada em mundos de sonho. A eles tudo se permite; o anonimato dá-lhes prerrogativas, dá-lhes poder. Por dois dias no ano os homens são crianças e quem mais brinca mais poder tem.