quinta-feira, 22 de março de 2007
domingo, 18 de março de 2007
21 de MARÇO - REABERTURA DAS INSTALAÇÕES DA JUNTA DE FREGUESIA DE CARNIDE
Após obras bastante profundas, que converteram um sótão enorme e velho numa maravilhosa sala de Técnicos da Junta, foram atribuídas algumas salas a Associações que desenvolvem as suas actividades na Freguesia.
A ASSOCIAÇÃO TENDA foi contemplada com uma SALA, na ala das Associações!
É um sonho tornado realidade... este de ter uma SEDE SOCIAL com todas as condições!
Obrigado a todo o Executivo, por este apoio!
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02:55
quinta-feira, 15 de março de 2007
AINDA O LISBOA PAPER
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00:24
FESTA DOS ANOS 80 – MARÇO É JUVENTUDE
Depois de um belo MetroPaper, nada melhor do que dançar ao ritmo desses temas maravilhosos que marcaram os Anos 80.
Um panorama musical diversificado deu o mote para a entrega de Prémios do LisboaPaper.
Ficam alguns momentos!

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LISBOA PAPER – A REPORTAGEM


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quinta-feira, 8 de março de 2007
LISBOA PAPER
No âmbito do MARÇO É JUVENTUDE, a TENDA e o AGRUPAMENTO 73 DOS ESCUTEIROS organizam, no próximo dia 17 de Março, um METROPAPER…
Um conceito pouco frequente é o que nos leva a percorrer a cidade, a partir de Carnide, utilizando o Metropolitano como meio de transporte e de jogo.
As pistas são divertidas… e as tarefas e pontos de jogo uma plena aventura! É esta a promessa que fica no ar!!!
Venham participar!!!
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15:11
segunda-feira, 5 de março de 2007
MARÇO É JUVENTUDE
Mais um Março… Mais uma edição do «Março é Juventude» na Freguesia de Carnide!
Num Março que é temático, aqui fica o Programa:
MARÇO É JUVENTUDE
ATITUDE URBANA
10/03
15H - Tarde de Cinema “A VIDA É UM SONHO”, seguido de Debate (Teatro de Carnide)
21H30 – Tertúlia Literária e Grafitti (Teatro de Carnide)
11/03
18H – Karaoke e Animação (Coreto de Carnide)
17/03
14H – LisboaPaper (partida da Galeria Bento Martins, por Lisboa)
21H30 – Festa dos Anos 80 (Galeria Bento Martins)
24/03
14H – Grupos de Dança / Freestyle / Hip-Hop / Grafitti (Alameda Roetgen)
26/03 a 30/03
Mostra de Trabalhos – Novos talentos e Ateliers (Teatro de Carnide, aberto entre as 9H30 e as 17H30)
31/03
14H – FotoPaper Digital (partida do Espassus, por Carnide)
19H – Festa de Encerramento (Galeria Bento Martins)
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sexta-feira, 2 de março de 2007
MARÇO PORTUGUÊS REVISITADO
- de 1925. Primeiras emissões regulares de rádio, levadas a cabo por Abílio Nunes dos Santos Júnior.
2 de Março
- de 1476. D. Afonso V é derrotado em Toro pelo exército dos Reis Católicos.
- de 1918. Sidónio Pais assiste a uma missa na Sé de Lisboa, reconciliando o regime com a Igreja.
3 de Março.
- de 1915. Assaltos às padarias devido ao aumento do preço do pão.
- de 1989. A selecção portuguesa de Futebol sagra-se campeã mundial de juniores, sob a direcção de Carlos Queirós.
4 de Março
- de 1394. Nasce no Porto o Infante D. Henrique.
- de 1493. Cristóvão Colombo chega a Lisboa após a sua primeira viagem, que o levou até às Caraíbas.
- de 1777. O Marquês de Pombal é exonerado de todas as suas funções e mandado para o exílio.
- de 1810. O Exército Francês sob o comando do marechal Massena começa a retirada de Portugal.
- de 1894. Celebração do 5.º centenário do nascimento do infante D. Henrique, no Porto.
5 de Março
- de 1917. Manuel de Arriaga, primeiro Presidente da República, morre.
- de 1974. O "Movimento dos Capitães" passa a designar-se Movimento das Forças Armadas (MFA).
- de 1984. Morre no Porto o poeta Pedro Homem de Melo, conhecido sobretudo pelos seus programas sobre Folclore na RTP.
- de 1990. Primeiro número do jornal diário O Público.
6 de Março
- de 1480. Ratificação por parte dos Reis Católicos do Tratado de Alcáçovas, que terminou a Guerra de Sucessão de Castela. D. Afonso V abandona definitivamente as pretensões de Portugal sobre as Canárias, sendo reconhecido a Portugal o senhorio da Madeira, Açores, Guiné e Cabo Verde, assim como a conquista do Reino de Fez.
- de 1635. Decreto que alarga o imposto do real-d'água a todo o país. A aplicação do imposto é feito em proveito integral da coroa. Vai tornar-se um dos impostos mais detestados, e símbolo da opressão castelhana em Portugal.
- de 1719. Violento tremor de terra em Lisboa e no Algarve.
- de 1826. D. João VI nomeia, quatro dias antes de morrer, um conselho de regência presidido pela sua filha a infanta Isabel Maria.
- de 1921. Criação do Partido Comunista Português, sucessor da Federação Maximalista Portuguesa.
- de 1992. A pintura Helena Vieira da Silva morre em Paris, com 83 anos.
7 de Março.
- de 1761. Criação do Real Colégio dos Nobres, aberto 5 anos depois.
- de 1797. Bocage é transferido da prisão do Limoeiro para a prisão da Inquisição, sendo em 1798 transferido para o Mosteiro de São Bento da Saúde.
- de 1957. Início das emissões regulares de televisão em Portugal.
- de 1980. Os emissores a cores da RTP são inaugurados.
8 de Março.
- de 1914. Fernando Pessoa cria o heterónimo Alberto Caeiro e escreve Guardador de Rebanhos.
- de 1976. Portugal e Angola estabelecem relações diplomáticas.
9 de Março
- de 1838. Revolta do Arsenal. Sublevação de setembristas radicais com o objectivo de impor a demissão de personalidades moderadas do governo. Durará até dia 13 de Março.
- de 1916. Declaração de guerra da Alemanha a Portugal, devido à requisição de todos os navios mercantes alemães refugiados em portos portugueses. Portugal entrava na Primeira Guerra Mundial.
- de 1918. É criado o Ministério da Agricultura.
10 de Março
- de 1649. Instituição da Companhia Geral de Comércio para o Brasil, tendo o monopólio das exportações de farinha, bacalhau, azeite e vinho e das importações de pau-brasil.
- de 1768. Nasce Domingos António do Espírito Santo, baptizado em 30 de Março tendo como padrinho Domingos de Sequeira Chaves. Ficará conhecido como Domingos Sequeira.
- de 1797. O papel selado é restabelecido em Portugal.
- de 1826. D. João VI morre, e inicia-se o governo da regência presidido pela infanta Isabel Maria. O sucessor do rei falecido é desconhecido, sendo uma das incumbências da regência escolhe-lo.
- de 1927. Aparecimento da revista Presença, "folha de arte e crítica" fundada, em Coimbra, por José Régio, João Gaspar Simões, Branquinho da Fonseca e Edmundo de Bettencourt.
11 de Março.
- de 1769. Por ordem de D. José I, a praça de Mazagão, em Marrocos, é abandonada sendo a sua população transferida para o Brasil em Setembro seguinte, onde funda a Vila Nova de Mazagão, na Amazónia.
- de 1778. Tratado do Pardo, que põe termo à Guerra existente na América do Sul, entre Portugal e a Espanha. Portugal cede as ilhas de Fernão Pó e Ano Bom.
- de 1918. O governo dirigido por Sidónio Pais decreta o sufrágio universal, ao permitir o voto aos iletrados do sexo masculino. As restrições ao voto serão restabelecidas após a queda do Sidonismo.
- de 1975. Presumível tentativa de golpe de Estado de oficiais afectos ao general Spínola. A derrota deste grupo vai radicalizar a acção política do MFA, levando à política de nacionalizações e da reforma agrária, à institucionalização do MFA e à criação do Conselho da Revolução.
12 de Março
- de 1572. Publicação de Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões.
13 de Março
- de 1777. Nomeação dos novos secretários de estado, em substituição do Marquês de Pombal. Começo do que é considerado a "Viradeira."
- de 1828. D. Miguel dissolve a Câmara dos Deputados estabelecida pela Carta Constitucional outorgada por D. Pedro IV.
14 de Março.
- de 1743. É preso em Lisboa Jean Coustor, membro de uma loja maçónica.
- de 1911. Lei eleitoral da República. Alargou substancialmente o sufrágio, mas ficou muito aquém do sufrágio universal defendido e prometido pelo Partido Republicano.
15 de Março
- de 1711. A praça de Miranda do Douro, ocupada pelos Espanhóis no decurso da Guerra de Sucessão de Espanha, é recuperada.
- de 1751. É proibido colocar cornos nas portas das casas dos maridos enganados.
16 de Março.
- de 1737. Convenção luso-espanhola sobre o incidente com o embaixador português, acontecido em 1735, por mediação da Inglaterra e da Holanda.
- de 1762. A Espanha e a França pressionam D. José a aderir ao Pacto de Família (Bourbon).
- de 1825. Nascimento de Camilo Castelo Branco, em Lisboa.
- de 1893. Decreto que regulamenta o trabalho feminino e dos menores. Previa a proibição de trabalho nas quatro semanas posteriores ao parto, e a criação de creches nas fábricas com mais de 50 mulheres.
- de 1916. Criação do Ministério do Trabalho.
- de 1974. Golpe Militar com início no Regimento de Infantaria 5, sedeado nas Caldas da Rainha.
- de 1993. Natália Correia, poetisa e romancista, morre em Lisboa.
17 de Março.
- de 1978. A Faculdade de Ciências de Lisboa é destruída por um violento incêndio.
- de 1980. Iniciam-se as emissões regulares a cores na RTP.
18 de Março.
- de 1897. Criação das Escolas Normais, para habilitação de professores da instrução primária.
- de 1911. Criação do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
19 de Março.
- de 1933. Plebiscito do projecto de Constituição Política da República apresentado pelo governo de Salazar. O projecto mereceu o apoio de 59, 3 % da população, tendo-se 40,2 % abstido.
- de 1968. Mário Soares é preso pela PIDE e deportado posteriormente para a ilha de São Tomé.
20 de Março.
- de 1792. Luís António Verney morre em Roma.
- de 1816. D. Maria I morre no Brasil. Não governava desde 1792 devido a ter enlouquecido. O seu segundo filho sobe ao trono como D. João VI.
- de 1850. É fundada a Associação Industrial Portuguesa.
- de 1920. A Confederação Geral dos Trabalhadores é encerrada.
21 de Março.
- de 1993. O Centro Cultural de Belém abre as portas ao público.
22 de Março.
- de 1911. Criação das Universidades de Lisboa e do Porto.
- de 1922. Gago Coutinho e Sacadura Cabral partem, pilotando o hidroavião Lusitânia, de Lisboa para o Rio de Janeiro, tentando a travessia aérea do Atlântico.
23 de Março.
- de 1891. Lei que aprova a jornada de 8 horas e o salário mínimo.
- de 1962. Início da crise estudantil nas Universidades de Coimbra e de Lisboa, que se prolongará até Maio.
24 de Março.
- de 1373. Tratado de paz de Santarém entre D. Fernando e Henrique II de Castela que põe fim à segunda guerra entre Portugal e Castela no reinado de D. Fernando. O Rei de Portugal é obrigado a abandonar a Aliança com a Inglaterra acordada por meio do tratado de Tagilde assinado em Julho do ano anterior.
- de 1668. O casamento de D. Afonso VI com D. Maria Francisca de Sabóia é considerado nulo.
- de 1759. Fundação da Real Fábrica de Chapéus de Pombal, dirigida pelo francês Sauvage, em propriedade do marquês de Pombal, na Quinta da Gramela.
- de 1764. Reorganização dos Armazéns da Tenência e da Fábrica de Armas de Guerra, com a criação do Arsenal Real do Exército.
- de 1989. O governo concede 79 alvarás de rádio, começando o movimento de legalização das rádios locais.
25 de Março.
- de 1915. Primeiro número da revista Orpheu.
- de 1928. O general Óscar de Fragoso Carmona é eleito presidente da República.
- de 1957. Assinatura do Tratado de Roma, origem da União Europeia.
26 de Março.
- de 1211. Falecimento de D. Sancho I, subindo ao trono o seu filho D. Afonso II.
- de 1714. Restabelecem-se as relações diplomáticas com a França, devido ao fim da Guerra de Sucessão de Espanha.
27 de Março.
- de 1781. O Intendente-Geral da Polícia, Pina Manique, decreta a obrigatoriedade da inspecção sanitária das prostitutas.
28 de Março.
- de 1712. É proibido o envio de degredados para o Brasil.
- de 1798. António de Araújo de Azevedo, diplomata português preso pelas autoridades da República francesa, é expulso de França.
- de 1810. Nascimento de Alexandre Herculano de Carvalho Araújo, historiador, romancista e político.
- de 1916. Criação da Censura Prévia, enquanto durar o estado de guerra.
- de 1977. Portugal pede formalmente a sua integração na Comunidade Económica Europeia (CEE).
29 de Março.
- de 1788. As Fábricas e Manufacturas das três comarcas de Portalegre, Fundão e Covilhã são entregues a particulares.
- de 1830. Criação da primeira Escola Veterinária Portuguesa, por diploma de D. Miguel.
- de 1911. Criação do ensino infantil para ambos os sexos.
- de 1985. A Mesquita de Lisboa é inaugurada.
30 de Março.
- de 1992. Incorporação no Exército das primeiras mulheres.
31 de Março.
- de 1128. Num diploma desta data, o nome de D. Afonso Henriques aparece à frente de Fernão Peres de Trava, pela primeira vez, demonstrando a tentativa de pacificação entre D. Teresa, Fernão Peres de Trava e a nobreza portucalense revoltada.
- de 1371. É assinado o Tratado de Alcoutim entre D. Fernando e Henrique II de Castela, pelo qual se põe fim à guerra começada em 1369. D. Fernando abdicava das suas pretensões à coroa de Castela, obtendo em troca um alargamento do território de Portugal e o acordo para o seu casamento com a filha mais velha do rei de Castela.
- de 1621. Filipe II de Portugal, III de Castela, morre, sucedendo-lhe Filipe III com 16 anos.
- de 1667. Assinatura do tratado de aliança entre D. Afonso VI e Luís XIV, contra Carlos II de Espanha.
- de 1703. Assinatura do tratado de aliança com o Império, a Inglaterra e a Holanda, que consubstancia a mudança de posição diplomática de Portugal. O país alia-se definitivamente ás potências marítimas.
- de 1821. O Tribunal da Inquisição é extinto em Portugal. Tinha sido instituído por meio da bula "Cum ad nihit magis", de 23 de Maio de 1536.
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
2007 NÃO TEM 29 DE FEVEREIRO!
SOBRE ANOS BISSEXTOS...
Em 238 a.C., em Alexandria, no EgiPto, durante a monarquia helenística de Ptolomeu III (246-222 a.C.), foi decretada a adição de um dia a cada 4 anos para compensar a diferença que existia entre o ano do calendário, com duração de 365 dias, e o ano solar (em astronomia chamado de ano astronómico sazonal) com duração aproximada de 365,25 dias, ou seja, de 365 dias + 6 horas.
Com este excesso anual de 6 horas um dia extra deveria ser acrescentado ao calendário oficial, a cada 4 anos, para evitar os deslocamentos das datas que marcavam o início das estações.
A programação das épocas de semeaduras e colheitas eram baseadas no calendário das estações. Qualquer discrepância neste calendário afetava a agricultura, que era base da economia dos povos antigos.
Lamentavelmente, esta tentativa de reformulação do calendário não teve a aceitação necessária e as discrepâncias permaneceram na contagem dos dias.
Quase 200 anos depois, o ano bissexto foi introduzido no calendário por Júlio César, que trouxe de Alexandria o astrónomo grego Sosígenes para elaborá-lo. Ele era necessário porque o tamanho do ano não era um número inteiro de dias.
O calendário Juliano baseia-se no fato de que o ano se completa com aproximadamente 365,25 dias.
Para compensar essa fração, foi decidido adicionar um dia extra a cada quatro anos. E que dia foi acrescentado? Pois foi o "dia sexto antes das calendas de Março", que o imperador mandou repetir. Passou, assim, a haver, cada quatro anos, um dia (agora vai em latim) "bis sextum ante diem calendas martii", e lá está o tal "bis sextum" que acabou virando "bissexto".
Esse calendário foi usado até o século XVI, quando se observou uma pequena discrepância entre o tamanho aproximado (365,25 dias) e o real (365,24219 dias).
Em 1582 o Papa Gregório XIII instituiu o calendário Gregoriano e as regras para determinar o ano bissexto mudaram. Foi considerado que o ano com final "00" de cada século (1600, 1700, 1800, 1900, 2000...) seriam considerados bissextos somente se fossem divisíveis também por 400. De facto, isto significou adoptar uma média no tamanho do ano de 365,2425 dias, o que causa um erro aproximado de 3 dias a cada 10.000 anos.
A adopção do calendário gregoriano foi feita nos países católicos em 1582, com a eliminação de 10 dias, ou seja, 4 de outubro foi seguido por 15 de outubro. Este calendário também estipulou que o ano começaria em primeiro de janeiro.
Nos países não católicos a mudança foi feita mais tarde; a Inglaterra e suas colónias fizeram a mudança em 1752, onde o dia 2 de setembro precedeu o dia 14 de setembro e o dia de ano novo foi mudado de 25 de março para primeiro de janeiro.
Todos os anos que sejam múltiplos de 4 mas que não sejam múltiplos de 100, com exceção daqueles que são múltiplos de 400, são bissextos.
Os anos bissextos sempre foram cercados de mitos e tradições. Uma das mais divertidas surgiu no século XIII, na Escócia. Num ano bissexto, eram as mulheres (e não, como de costume, os homens) que tinham o direito de escolher quem desejassem para marido. E se o escolhido não concordasse com o casamento, era obrigado a pagar uma multa de respeito.
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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
26 DE FEVEREIRO * DIA DO COMEDIANTE
A ironia é uma simulação subtil de dizer uma coisa por outra. A ironia não pretende ser aceite, mas compreendida e interpretada. Para Sócrates, a ironia é uma espécie de docta ignorantia, ou seja, ignorância fingida que questiona sabendo a resposta e orientando-a para o que quer que esta seja. Em Aristóteles e S. Tomás de Aquino, a ironia não passa de uma forma de obtenção de benevolência alheia pelo fingimento de falta de méritos próprios. A partir de Kant, assentando na ideia idealista, a ironia passa a ser considerada alguma coisa aparente, que como tal se impõe ao homem vulgar ou distraído.
Corrosiva e implacável, a sátira é utilizada por aqueles que demonstram a sua capacidade de indignação, de forma divertida, para fulminar abusos, castigar, rindo, os costumes, denunciar determinados defeitos, melhorar situações aberrantes, vingar injustiças… Umas vezes é brutal, outras mais subtil.
O humor é determinado essencialmente pela personalidade de quem ri. Por isso, pode-se pensar que o humor não ultrapassa o campo do jogo ou os limites imediatos da sanção moral ou social, mas este pode subir mais alto e atingir os domínios da compreensão filosófica, logo que o emissor penetre em regiões mais profundas, no que há de íntimo na natureza humana, no mistério do psíquico, na complexidade da consciência, no significado espiritual do mundo que o rodeia. Pode-se, assim, concluir que o humor é a mais subjectiva categoria do cómico e a mais individual, pela coragem e elevação que pressupõe. Logo, o que o distingue das restantes formas do cómico é a sua independência em relação à dialéctica e a ausência de qualquer função social. Trata-se, portanto, de uma categoria intrinsecamente enraizada na personalidade, fazendo parte dela e definindo-a até.
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Arrumados os fatos de Carnaval...
Deixa um sabor a pouco, fruto do tanto que ainda tínhamos para brincar!
Para muitos, este é um tempo de reflexão. Testemunha desta passagem da folia ao recato é a QUARTA-FEIRA DE CINZAS.
A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos Apostólico Romano recebem neste dia são um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efémera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.
Ocorre quarenta dias antes da Páscoa (sem contar os Domingos), ou seja, quarenta e quatro dias antes da Sexta Feira Santa, se quisermos contabilizar os domingos. Tal como a do Carnaval, a data de quarta feira de cinzas varia a cada ano, sendo calculada a partir da data da Páscoa.
Por curiosidade, aqui ficam as próximas 10 Quartas Feiras de cinzas... Agora, é só fazer contas!!!
2008 * 6 de Fevereiro
2009 * 25 de Fevereiro
2010 * 17 de Fevereiro
2011 * 9 de Março
2012 * 22 de Fevereiro
2013 * 13 de Fevereiro
2014 * 5 de Março
2015 * 18 de Fevereiro
2016 * 10 de Fevereiro
2017 * 1 de Março
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20:03
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
HISTÓRIA DO PEQUENO CRÓ
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21:53
CARNIDE É CARNAVAL
Este ano (Ano Internacional Polar), o Tema escolhido foi muito sugestivo:
...o tempo traíu a iniciativa, parecendo inspirado na "Idade do Gelo"!
A
chuva e o granizo teimavam em comprometer todo o investimento e trabalho dos professores, monitores, auxiliares, pais, alunos, autarcas e demais colaboradores!
Os grupos foram desfilando, participando nas animações, mostrando todo o trabalho que estava preparado!
... e os animadores, mascarados a rigor, conduziram a apresentação da «História de Cró»... um menino da Idade do Gelo que veio até Carnide para assistir ao Desfile num tempo em que o Planeta é azul!
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21:45
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
DIA DOS NAMORADOS
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20:37
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Carnaval Português V - LOULÉ
Diz-se que o "Carnaval Civilizado" de Loulé data de 1906 e teve como principal mentor José da Costa Guerreiro. No início do século, esta ilustre figura da cultura louletana rumou a Anvers, na França, para efectuar um estágio de línguas e negócios. Durante os cerca de dois anos que esteve no estrangeiro toma contacto com as tradições e os hábitos de uma nova Europa e assiste, fascinado, à "Belle Époque", enquanto que Portugal vive escondido no canto da Península Ibérica.
Talvez por influência da grandiosidade do Carnaval do Brasil, também chegaram a Loulé na última década o Samba brasileiro e o calor tropical, vividos ao som daquela contagiante música dançada por grupos de exóticas brasileiras que, em face da temperatura amena que se faz sentir, desfilam e dançam como se estivessem no Brasil.
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00:41
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Carnaval Português IV - OVAR
Em 1952, dá-se, a "domesticação" do Carnaval. Sonhou-se uma festa que cumprisse dois objectivos: a "institucionalização" da alegria carnavalesca e a exploração do Carnaval como cartaz turístico poderoso.
O Carnaval Sujo, se não tivesse morrido às suas próprias mãos, vítima dos seus inevitáveis exageros, teria soçobrado as leis e regulamentos que foram aparecendo. Que calhas poderiam guiar, que fronteiras poderiam conter a guerra das terças-feiras? Era impossível! O fim de festa era nuvens de vários pós, do carvão ao ocre, do cré a serradura e nada ficava como era, onde e quando a orda dos "combatentes" passava. Durante mais ou menos 60 minutos, isto é, entre dois toques da sirene dos bombeiros, instalava-se no centro da vila (a cidade já não conheceu esta farra) a mais completa, nevoenta e barulhenta anarquia. Dos camiões rolando, derrapando, grunhindo, chiando – uns para cima, outros para baixo, uns de frente, outros de lado ou de marcha a trás –, chovia preto, jorrava amarelo, chispava branco e tudo se misturava no ar empestado de perfumes a condizer para cair de chofre ou lentamente, em cartuchadas pesadas ou em baforadas suaves, sobre os beligerantes e apanhando pelo caminho fugitivos pouco lestos e neutrais distraídos.
Portanto, em 1952, nasce o Carnaval organizado. No ano seguinte, o êxito repetiu-se de tal maneira que, em 1955, o Carnaval vareiro, na terça-feira, "deslocou-se" ao Porto, onde participou no Corso dos Fenianos. Estava lançada, em termos nacionais, a "grande festa vareira" também apelidada de "VITAMINA DA ALEGRIA". Cumpria-se um dos desígnios da "oficialização" do Carnaval de Ovar, que, em 1964, foi premiado pela Câmara com a deliberação de considerar a terça-feira de Carnaval como dia de feriado municipal.
Em 1961, "ventos progressistas" chegam ao Entrudo e, pela primeira vez na sua história de quase 10 anos (até 1952 foi a "pré-história"), a Rainha do Carnaval foi uma mulher "propriamente dita", isto é, adoptou-se, também no Carnaval, a "regra geral", a normalidade, que substituiu o uso de o Rei casar com uma Rainha-Homem.
Ano após ano, a norma ganha terreno e o Carnaval segue entre barreiras e vedações, rege-se por regras e convenções. A espontaneidade, o inventar hoje para usar amanhã, vão dando lugar ao planeamento. A estratégia é necessária uma vez que se investem somas já consideráveis.
Pela primeira vez, em 1963, o "corso" sai nos dois dias grandes do Entrudo: Domingo e Terça.
António Salvador – filho de um dos mais carismáticos foliões da década de 50 – ascende ao "Trono" em 1970 e faz 14 reinados, em séries intervaladas por algumas "usurpações". Foi o maior e morreu de ceptro na mão e coroa na cabeça, como compete a qualquer rei que se preza.
A década de 80 é a década marcada pelo aparecimento do samba no Carnaval Vareiro.
A "Costa de Prata" sai, como projecto de escola de samba, em 1983. No ano seguinte, é a primeira pronta e acabada. Foi um êxito, que marcou irremediavelmente o Carnaval Vareiro.
Há quem diga que o aparecimento da "Costa de Prata", define a passagem, na história do entrudo vareiro, da idade moderna para a contemporânea, caracterizada, fundamentalmente, pela ditadura do samba, que se expandiu como epidemia incontrolável. Em 1989 são seis as Escolas de Samba a desfilar no nosso Corso.
Continuamos, até hoje, a resistir à integração de figuras públicas no nosso Corso que, supostamente, viriam abrilhantar a nossa Festa dando-lhe mais visibilidade nos media, mas não conseguimos resistir ao ritmo contagiante do samba que parece correr nas veias de alguns vareiros como se no Brasil tivessem nascido.
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domingo, 11 de fevereiro de 2007
Carnaval Português III - SINES
O Carnaval de Sines foi, durante muitos anos, um acto mais ou menos espontâneo da população e que consistia em cegadas, burricadas, e mascaradas, formadas por grupos de jovens assaltantes de varandas e janelas famosas das casas do centro da vila, armados de bagas de palmeira e tremoços, como munições, tentando ao mesmo tempo mascarrar as jovens casamenteiras de época.
Carnaval dos nossos dias
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00:28
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Carnaval Português II - MEALHADA
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23:18
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
Carnaval Português I - TORRES VEDRAS
Tudo leva a crer que as facécias de Carnaval em Torres Vedras, tal como hoje o conhecemos, tenham emergido no rescaldo da luta dos republicanos contra a dinastia dos Braganças. A imponência das vestes reais em que se integram elementos de ridículo como o ceptro régio transmudado em corno ou o leque de Sua Sereníssima Alteza, a Rainha, alterado para abano de fogareiro plebeu, parecem credibilizar esta génese.A actual gesta do Carnaval de Torres, nascida em 1923 contem já os elementos distintivos que hoje permanecem : os Reis, as matrafonas, o cocotte, os carros alegóricos, os cabeçudos e a espontaneidade.
Surpreende, desde logo, a perenidade do modelo dos Reis, na sua composição (sempre dois homens, por razões que a tradição social explica), a sua pose sarcasticamente grandiloquente, os seus adereços desconcertantes e a sua afirmação como referência dos foliões.
As matrafonas, sendo hoje uma imagem de marca do Carnaval de Torres não são outra coisa senão um elemento sempre presente nas manifestações tradicionais do Entrudo em qualquer ponto de Portugal. Resultam duma sociedade que minimiza o papel social da mulher, especialmente numa época dada a exageros como é o Carnaval, e que, além disso, é escassa em recursos. Fácil era, então, recorrer ao baú das velharias das vestes femininas preservadas na família. Não se confundindo nunca com qualquer forma de travestti, as matrafonas ora satirizam alguns dos tiques femininos mais vulgarizados, ora dão uma visão da mulher, nem sempre inocente e nunca isenta, na óptica masculina.
Os carros alegóricos do princípio do século XX patenteiam já aquilo que são hoje : criatividade na sua concepção, carga satírica, valorização de elementos plásticos, animação das alegorias. Quase se pode dizer que a alteração mais significativa é a forma de tracção que vem evoluindo ao longo dos anos.
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23:05
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
OS CARETOS
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22:57
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
CARNAVAL DE PODENCE
O pregão casamenteiro Tal como em Lazarim, outra aldeia transmontana, localizada já perto das terras beirãs, ao sul de Lamego, a catarse licenciosa realiza-se também na modalidade verbal. No Domingo Gordo, armam-se os diabos em alcoviteiros e vai de proclamar pelas ruas estremunhadas do povoado os casamentos arquitectados pela sua engenhosa maldade: “À mais proventa dá-se-lhe o mais atrasado”. Por outras palavras, unem-se acintosamente os opostos. Munidos de um embude — amplo funil que serve para verter o vinho —, enlaçam em fictício noivado rapazes e raparigas de discordantes e inconciliáveis génios e feitios, uma forma de sublinhar publicamente a censura a certas idiossincrasias. Por detrás das janelas, as moças escutam o que lhes coube em sorte e sabem que no dia seguinte não poderão recusar a visita do “noivo”, o qual de manhã cedo lhes há- de “bater à porta para lhes dar um abraço e tomar o pequeno almoço”. Se algum desagrado se gerar nos íntimos mais delicados, manda a tradição que se calem as queixas. Não costumam estas farsas prover assunto sério que termine no altar verdadeiro, mas se a fortuna estiver do lado do moço podemos imaginar que lhe põem na mesa prato e alfaias para os manjares de Entrudo. Venham então os enchidos, o salpicão dos ossos, o pé de porco, o “azedo”, bexiga de porco cheia de uma massa semelhante à da alheira, tudo regado com o vigoroso vinho transmontano. Há-de o ímpeto recompor-se com tão farto passadio, o que para o moço, se Careto for, é acha requerida para a fogueira da festa. O dia seguinte, Terça-feira Gorda, mergulhará de novo a aldeia numa vertigem de correrias e travessuras que só acharão o seu termo quando a noite cair e os demónios enfarpelados de fatos de franjas de cores vivas se cansarem de subir varandas, de trepar aos telhados, de ziguezaguearem pelo Largo da Capela e de dançarem uma estranha e breve dança erótica que faz misturar o tilintar das chocalhos com o riso copioso e exuberante das raparigas.
Humberto Lopes, in http://www.bragancanet.pt/arte/podence.html
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22:53
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
MÁSCARAS E FANTASIAS
As máscaras de carnaval eram já usadas nas lendárias festas Dionisíacas, orgias colossais em homenagem a Dionísio, deus da metamorfose provocada pela embriaguez com o sangue da terra (o vinho), estado em que se acreditava que os humanos eram arrebatados pelo deus e transportados para o seu reino por meio do êxtase, tornando-se diferentes do que eram no mundo quotidiano. Os devotos de Dionísio caíam semidesfalecidos após a dança ritual e nesse estado acreditavam sair de si numa espécie de "mergulho" no próprio deus através do entusiasmo. Nas cerimónias para Dionísio usavam-se máscaras porque se acreditava que, assim, ele estaria presente entre as pessoas durante a festa.
A partir da Renascença, o Carnaval espalhou-se por Nice, Roma e Veneza, dando às fantasias o carácter jocoso de rebeldia e provocação às autoridades e às leis.
Na Idade Média predominavam, nos festejos de Carnaval, aS batalha de confetes pelas ruas, os mascarados e as fantasias.
O baile de máscaras ganhou força e tradição no século XVI por causa do sucesso da Commedia dell'Arte.
As mais famosas máscaras eram as confeccionadas em Veneza e Florença e muito utilizadas pela nobreza do século XVIII como símbolo de sedução.
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22:17
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Breve Cronologia do CARNAVAL
Festas agrárias realizadas no antigo Egipto em devoção a Osíris
605 a 527 a.C.
Oficialização do culto a Dioniso na Grécia, com bacanais e vinho
século V a.C.
Referências de cultos semelhantes ao de Dioniso entre os Hebreus, a Festa das Sáceas; entre os Babilónios, a festa da Deusa Herta
186 a.C.
O Senado Romano reprime os bacanais, festas em homenagem a Baco, o Dionísio dos Romanos, pois geram desordens e escândalo
325 d.C.
O Concílio de Niceia institui forma de cálculo da data da Páscoa, determinando que a Quaresma se inicia 40 dias antes
590
O Papa Gregório I, cria a expressão dominica ad carne levandas, sucessivamente abreviada até a palavra Carnaval
Idade Média
Os franceses comemoravam o Carnaval com sexo e vinho. Em Itália fazem-se cortejos e as pessoas divertem-se com batalhas de água, ovos, etc. A Europa divide-se em países que encaram o Carnaval como celebração religiosa e países em que o Carnaval é a festa da gula, do vinho, da música e do sexo
1464
O Papa Paulo II incentiva o Carnaval de Veneza na sua vertente religiosa, mas o Carnaval continua a ser visto como um período de permissividade associado ao uso das máscaras transformadoras, alegorias e fantasias
1723
Portugueses introduzem celebrações do Entrudo no Brasil
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21:43
domingo, 4 de fevereiro de 2007
FEVEREIRO É MÊS DE CARNAVAL
- A primeira afirma que a palavra Carnaval vem de carrus navalis, os carros navais com enormes tonéis de vinho que durante as Bacanais, festas em honra a Baco (deus dos ciclos vitais, da alegria e do vinho, conhecido entre os gregos como Dionísio), era distribuído ao povo em Roma.
- A segunda variante atribui-lhe origem religiosa, com significado quase oposto ao de diversão, brincadeira e malícia a que a associamos hoje em dia. Segundo esta versão, o termo "carnaval" teria origem no latim carnevale, significando "suspensão da carne". O papa Gregório I, o Grande, transferiu em 590 d.C. o início da Quaresma para a quarta-feira anterior ao sexto domingo que precede a Páscoa. Ao sétimo domingo, denominado de "quinquagésima" deu o título de dominica ad carne levandas, expressão que teria sido sucessivamente abreviada para carne levandas, carne levale, carne levamen, carneval e carnaval, todas variantes de dialetos italianos que significam a ação de retirar, suspender, portanto "retirar a carne" da dieta. Carnaval seria, portanto, a designação do período imediatamente anterior ao jejum de carne por 40 dias. Os cristãos costumavam iniciar as comemorações do Carnaval na época de ano-novo e festa de Reis, intensificando-as no período que antecedia o último dia em que os cristãos comiam carne antes da quaresma, que prepara os fiéis para a Páscoa. Durante a Quaresma também havia abstinência de sexo e diversões como circo, teatro ou festas, estendendo o sentido da suspensão da carne aos prazeres considerados carnais. Portanto, todos tratavam de aproveitar ao máximo até o último dia, que ficou conhecido como "terça-feira gorda". O Carnaval termina com a penitência na Quarta-feira de Cinzas, que dá início à purificação do corpo e da alma pelo prolongado jejum de quarenta dias, restabelecendo, desse modo, a ordem rompida pelo desregramento da festa.
Na verdade, as celebrações carnavalescas são mais antigas do que a religião cristã e incorporaram muitos símbolos e significados ao longo da história dos povos. Há referências a festas semelhantes realizadas por vários povos agrários, como entre os egípcios (e sua festa em louvor à deusa Ísis e ao boi Ápis), entre hebreus, babilônios (com a festa das Sáceas, que durava cinco dias nos quais reinavam a licença sexual e a inversão dos papéis entre senhores e servos), entre os antigos germânicos (com a festa oferecida à deusa Herta). Durante essas festas homens e mulheres comemoravam o fim do tempo ruim do inverno - que destruía as plantações, afugentava a caça e os prendia aos abrigos - e o início do tempo bom, com a volta do calor do sol, a chegada da primavera, das flores e da fertilidade da terra, cantando e dançando para expressar sua alegria e afugentar as negativas forças do frio e da escuridão que prejudicavam o plantio.
Texto de Rita Amaral
antropóloga do Núcleo de Antropologia Urbana da USP, doutora em antropologia social
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22:13



































